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Verdades Mentirosas

"Não é que eu seja mentiroso, eu não sou é verdadeiro."

Verdades Mentirosas

"Não é que eu seja mentiroso, eu não sou é verdadeiro."

As perpetuação da estupidez e do exagero nas redes sociais

26.10.20, o mentiroso

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A história das redes sociais até teve um início auspicioso. Encontrar familiares perdidos; falar com amigos que estão do outro lado do planeta; partilhar informações revelantes e até encontrar uma cara-metade é absolutamente fantástico. No entanto assim que "os idiotas" e as grandes corporações se aperceberam do imenso poder do "social online", tudo mudou.

Hoje o propósito da rede social foi completamente adulterado com grande parte da população a recorrer a elas para massajar o seu ego. Como consequência as mentiras nunca se propagaram tão rápido e a ignorância é tão celebrada que mais parece ser uma nova religião.

Eu tenho pessoas amigas que todos o santo dia partilham fotografias nas suas redes sociais. Fotografias de quem ou do quê?

Boa pergunta! Na maior parte das vezes, fotografias delas próprias!

Fotografias ao acordar; fotografias a dar de comer aos filhos; fotografias com os animais de estimação; fotografias sem maquilhagem; com maquilhagem; do carro; do jardim; de uma borboleta no jardim; fotografias no supermercado e.....a sério, isto não é tudo excessivo?

É uma incessante busca por aprovação, uma constante necessidade de se ter o ego BEM massajado. Pouco importa se essa aprovação é genuína e aliás, pouco importa se essa aprovação é concedida por desconhecidos que não nos dizem absolutamente nada, o que importa é que alguém algures valide as nossas ações por mais estúpidas que elas sejam.

Há uns bons anos atrás a exposição excessiva era vista como prejudicial, quando não existiam redes sociais nós só mostrávamos fotografias dos nossos álbuns de fotos a quem deixávamos frequentar a nossa casa. Aliás esse acto em si era visto como um voto de confiança, algo do género:

"eu gosto tanto de ti que sinto que posso partilhar contigo momentos importantes da minha vida"

Hoje pelo contrário vivemos numa realidade em que a exposição excessiva é encarada com normalidade, como se fosse normal publicar centenas de fotos privadas numa rede social que é completamente pública; como se fosse normal mostrar fotografias de todos os cantos da nossa habitação; como se fosse normal mostrarmos fotografias detalhadas de todos os nossos bens; como se fosse normal expormos os nossos próprios filhos naquilo que é essencialmente um website na Internet.

  • O que é o anormal então?

O anormal é aquele que não tem redes sociais, aquele que escolhe não expor os seus pensamentos mais obscuros num fórum de opinião pública e aquele que prefere que a sua vida privada permaneça, lá está, PRIVADA!

E o mentiroso sou eu?

 

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